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Teste de memória ajuda a diagnosticar a Doença de Alzheimer |
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Sex, 19 de Novembro de 2010 11:37 |
As demências são desordens mentais que aparecem na população idosa e suas características são percebidas através de perda de memória e de outras funções cognitivas (atenção, linguagem, funções executivas...) que afetam de forma significativa o cotidiano do paciente.
A Demência de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência, que é responsável por mais de 50% dos casos na faixa estaria igual ou superior a 65 anos.
Até o momento não existe, cura ou marcadores biológicos definitivos que permitam identificar com precisão sua instalação. O mal não tem causa definida, mas já se sabe que uma pessoa começa a desenvolver a doença à partir dos 30 anos e sua evolução se dá de forma lenta e progressiva.
Os sintomas mais comuns apresentados pelos pacientes são:
* Esquecer o fogão ligado; * Esquecer recados; * Colocar coisas em lugares estranhos; * Confusões em relação ao local ou dia; * Mudanças repentinas de humor e de comportamento (podem ficar agressivos, extremamente ciumentos); *Podem achar que alguém os roubou ou que seu parceiro está traindo-o; *Podem fazer um quadro depressivo e se isolar.
O problema maior é que quando estes sintomas começam a aparecer muitos familiares ou até mesmo alguns médicos podem confundí-los com o envelhecimento normal ou com outros distúrbios psiquiátricos.
O diagnóstico de um quadro demencial deve ser cuidadosamente investigado. Este diagnóstico esta baseado na apreciação clínica, exames de imagem, laboratoriais e exame neuropsicológico.
O papel do exame neuropsicológico é confirmar efetivamente a natureza dos déficits, através de testes de memória (e de outras funções), pode-se estimar a causa de possíveis esquecimentos e a extensão destes déficits. São testes que podem afirmar até que ponto as queixas de memória são compatíveis com a idade ou se devem a causa patológica.
Muitas vezes a queixa chega como memória, mas trata-se de desatenção, ou um mau funcionamento executivo. A diferenciação se normal ou patológico é importante, e em muitos casos, ajuda no diagnostico diferencial de outras demências.
A depressão no idoso provoca um alentecimento das funções executivas e pode simular um quadro de alteração de memória. Diferenciar entre depressão e demência às vezes é difícil, porque a depressão também é uma das alterações de comportamento comuns na Demência de Alzheimer.
Alguns idosos deprimidos apresentam depressões recorrentes desde jovens, enquanto outros apresentam o surgimento do primeiro episódio na velhice a depressão de início tardio (DIT). Sabe-se atualmente que pacientes com DIT parecem ter menos história familiar de transtorno de humor e maior prevalência de transtorno demencial.
Depois de um exame cuidadoso “do que” esta prejudicado e de “como” esta prejudicado a função da avaliação neuropsicológica é traçar um plano terapêutico que é renovado conforme a necessidade do paciente.
Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina defendem um check-up do cérebro a partir dos cinqüenta anos. Já que fazemos “check up” periódicos de diabetes, colesterol, próstata é indicado também que façamos “check up” das funções do cérebro por meio de testes e exames de imagem.
Familiares de pessoas atingidas pela doença devem redobrar os cuidados e a atenção, pois a única coisa certa é que a genética tem papel importante.
Começar a se prevenir deve fazer parte normal do envelhecer.
Clínica de Psicologia Rosângela Tostes CRP 06/81495 Terapia Cognitivo Comportamental Reabilitação Cognitiva Exames Neuropsicológicos
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