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Demência na Doença de Parkinson Imprimir E-mail
Sex, 19 de Novembro de 2010 11:27
A doença de Parkinson (DP) é uma entidade clínica que se apresenta pela presença de tremor, rigidez, bradicinesia (lentidão na execução dos movimentos) e instabilidade postural. Junto a estes sintomas, também podem estar presentes várias alterações psiquiátricas, como apatia, depressão, irritabilidade, bem como o comprometimento cognitivo. Aparece em indivíduos maiores de cinqüenta anos e tem aumentado muito na nossa população devido à longevidade.

Atualmente, estudos têm reconhecido tanto alterações cognitivas quanto a demência propriamente dita na doença de Parkinson. Os pacientes podem apresentar alterações cognitivas em domínios específicos, sem evoluir para um quadro demencial, ou ainda estas alterações que se mostram desde o início da doença podem preceder um quadro demencial. São elas:

- Diminuição da fluência verbal;
- Flutuação na atenção;
- Comprometimento visuoespacial;
- Comprometimento das funções executivas;
- Comprometimento de memória.

Estima-se que cerca de 100 mil parkinsonianos apresentem distúrbio cognitivo ou demência, embora esse diagnóstico não seja visto com muita freqüência. O fato é que quando se considera o conceito de critérios diagnóstico para demência (déficit de memória, mais uma outra função cognitiva, que interfira significativamente nas atividades de vida diária), muitas vezes, no paciente que não apresenta problemas de memória é descartada a possibilidade de demência. Infelizmente, isso acontece porque a demência na doença de Parkinson é uma das exceções, ou seja, o prejuízo de memória não é o aspecto mais chamativo. Como o comprometimento cognitivo se apresenta em outros domínios no quadro inicial, o diagnóstico de déficit cognitivo ou de demência na doença de Parkinson é negligenciado. Muitos só são diagnosticados com a evolução do quadro devido à proximidade que vai adquirindo com a doença de Alzheimer, o que gera certa confusão diagnóstica.

Outro fator agravante é a depressão. Estes pacientes ficam lentificados e deprimidos, gerando uma falsa expectativa de que eles não sejam capazes de fazer muita coisa.

A medicação é de fundamental importância. Existem drogas indicadas para cada caso e são administradas por médicos que devem acompanhar o paciente.

Também é importante que tanto os profissionais de saúde quanto pacientes e familiares se informem sobre o quadro. Cada indivíduo é singular, os sintomas são os mesmos, mas cada um vai expressá-los de forma diferente. Em função disso, cada vez mais vem sendo indicado que se estude o perfil das alterações cognitivas através do exame neuropsicológico. Com ele é possível constatar se existem ou não déficits cognitivos em domínios específicos, estimar um prognóstico e orientar as melhores estratégias para remanejar o dia-a-dia do paciente.

A orientação para atividades simples, adaptadas ao cotidiano de cada um, estimula áreas cerebrais especificas e são recomendadas para potencializar o tratamento medicamentoso. Com isso, tanto o paciente quanto a família conseguem atingir uma melhor qualidade de vida.

Clínica de Psicologia Rosângela Tostes
CRP 06/81495
Terapia Cognitivo Comportamental
Reabilitação Cognitiva
Exames Neuropsicológicos
 
 
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