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TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) |
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Dom, 19 de Setembro de 2010 18:40 |
A Associação Psiquiátrica Americana inclui o TOC entre os transtornos mentais de ansiedade. Seus sintomas envolvem alterações do comportamento, dos pensamentos e das emoções. Sua característica principal é a presença de obsessões e/ou compulsões ou rituais. O portador do TOC sofre também de muitos medos (contrair doenças, como AIDS, cometer falhas, ser responsável por acidentes, etc). As obsessões são pensamentos, idéias, imagens, palavras, frases, números ou impulsos que invadem a consciência de forma repetitiva e persistente. O indivíduo obsessivo, mesmo desejando ou se esforçando, não consegue afastá-la ou suprimi-la de sua mente. Elas causam aflição e levam a pessoa a fazer algo ou evitar fazê-lo para livrar-se do medo ou do desconforto. Dentre as obsessões mais comuns está a preocupação excessiva com sujeira e contaminação, seguida de rituais de limpeza, evitar tocar em objetos, usar utensílios, freqüentar lugares considerados sujos ou contaminados.
A manifestação pode se dar sob diversas formas como: lavar as mãos inúmeras vezes ao dia (há quem provoque lesões de tanto lavá-las e “esterelizá-las” com água sanitária ou álcool); trocar excessivamente de roupas; tomar banhos excessivamente demorados eventualmente usando álcool. Um exemplo disso é o caso da atriz Luciana Vendramini descrito na revista Veja assumindo, após muitos anos de sofrimento, que sofria de TOC e declarou ter ficado 10 horas seguidas num único banho, só saindo do banheiro após seu pai ter arrombado a porta; evitar sentar em salas de clínicas ou hospitais, principalmente em lugares que tratam de câncer ou AIDS; não apertar a mão de desconhecidos, não tocar em portas, telefones públicos; restringir o contato com sofás (cobri-los com lençóis, não sentar com a roupa da rua ou com pijama, principalmente se este sofá não for lavável.. Outra preocupação relaciona-se com a possibilidade de falhar provocando algum dano sério, desastre, morte de alguém , etc. Isto se manifesta quando a pessoa tem medo de a casa incendiar por deixar um eletrodoméstico ligado (ferro de passar, fogão ou o gás aberto, seguindo da necessidade de verificar inúmeras vezes se os aparelhos ficaram ligados ou não; medo de a casa inundar porque a torneira não ficou bem fechada (apertam até quase quebrá-la e ainda passam a mão embaixo para terem certeza de que não está pingando), etc. São também comuns no TOC os chamados “ pensamentos horríveis”, “ maus pensamentos”, ou pensamentos impróprios muitas vezes de conteúdo sexual (Ex: pensar que irá molestar uma criança). O paciente fica chocado e tenta evitar esse pensamento, tenta afastá-lo dando “soquinhos na cabeça”, ainda pode lavar-se para livrar-se da sujeira que o pensamento lhe causou, confessar-se com um padre ou fazer uma oração determinado números de vezes ou repetir algumas palavras para aliviar-se. Além dos pensamentos horríveis há também os “ catastróficos “ Por exemplo: pensar em empurrar uma criança pela janela do edifício ou escada abaixo. Além desses pensamentos há ainda os pensamentos mágicos ou supersticiosos, que estão relacionados com cores de roupas. Pode ser que você não use roupas vermelhas por lembrar sangue, roxa por lembrar pessoa morta.
Tudo isso, portanto, faz parte das obsessões. Já as compulsões ou rituais são os comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos executados em resposta ‘as obsessões. As compulsões aliviam momentaneamente a ansiedade, levando o indivíduo a executá-las toda vez que sua mente é invadida por uma obsessão acompanhada de aflição. Nem sempre têm conexão realística com o que desejam prevenir, por exemplo se a soma dos números do carro amarelo der tanto significa que algo ruim irá acontecer; dar três batidas em algo ao sai de casa para que a mãe não adoeça (pensamentos mágicos).
Ser portador do TOC significa muitas vezes não ser compreendido pela família, pelos amigos, ser chamado de “neurótico”, “ louco”, perder várias horas por dia se ocupando desses rituais (pelo menos uma hora por dia), sofrer calado por não se expor, ter vergonha de conversar com alguém a respeito, restringir também a liberdade ou a escolha de outras pessoas, enfim, como disse uma paciente ser portador do TOC é morrer socialmente. Apesar do TOC ser considerado um transtorno mental de ansiedade, até o presente momento, não foram esclarecidas as verdadeiras causas. Evidências apontam fatores de ordem biológica (funcionamento cerebral e de ordem psicológica. Sabe-se, no entanto que a incidência do TOC é de quatro a cinco vezes maior entre familiares portadores comparados com ‘a população em geral, por isso o TOC costuma ser definido como doença familiar. O tratamento é indicado o quanto antes e pode ser feito através da psicoterapia cognitivo-comportamental que tem se mostrado a maior aliada ao tratamento e de grande eficácia na eliminação ou alivio dos sintomas; com a ajuda de medicamentos que elevam os níveis de serotonina no cérebro, indicados principalmente por psiquiatras, com a ajuda familiar e, sobretudo, do próprio portador do transtorno.
Se você se identificou com esses sintomas, sente que os mesmos são bastante graves, tomam mais de uma hora de seu dia, interferem em suas rotinas ou na sua vida familiar, no seu desempenho profissional e se os sintomas existem há muito tempo é muito provável que você seja portador do Transtorno Obsessivo Compulsivo e deve então tratar-se.
* Clínica de Psicologia Rosângela Tostes CRP 06/81495 Terapia Cognitivo Comportamental Reabilitação Cognitiva Exames Neuropsicológicos
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