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Os benefícios da Reabilitação Neuropsicológica - Cognitiva e Funcional frente as demências e lesões/seqüelas de Aneurisma Cerebral, AVC, Alzheimer e outros acometimentos cerebrais Imprimir E-mail
Sáb, 18 de Setembro de 2010 18:38
Podemos dizer que o mínimo de melhora já proporciona uma qualidade de vida acentuadamente importante para quem esta comprometido com as lesões ou com as seqüelas descritos acima (proveniente de AVC, Aneurismas Cerebrais, Hemorragias, TCE, AVE, Mal de Alzheimer etc.).

De acordo com o OMS as seqüelas dos danos cerebrais são classificadas como deficiências/inabilidades e desvantagens. As deficiências são vistas como danos ás estruturas físicas ou mentais e as inabilidades se referem aos problemas particulares causados pelas deficiências. Exemplo: o paciente que se esquece de tomar os medicamentos ou faz uma mesma pergunta repetidas vezes; estes comportamentos podem ser causados por um dano na estrutura do lobo temporal medial.

Diante disto, pode ser feito o treino cognitivo que consiste em uma tentativa de treinar uma função comprometida (memória, atenção, etc.). Este treino ou estimulação pode ser empregado desde o inicio após uma lesão como em outras fases do tratamento. Porém, na medida em que o déficits se tornam crônicos, torna-se necessário pensar no uso de estratégias funcionais, que propiciem maior autonomia nas atividades de vida diária.

O treino é feito através de exercícios, como por exemplo; tarefas de computador, TOR (terapia de orientação para a realidade), e ainda algumas estratégias compensatórias que permitem que o paciente realize atividades que dependam das funções afetadas, ou seja, encontre um auxilio ou uma nova forma de desempenhar uma nova atividade, para que ele ganhe o máximo de independência que sua condição permitir.

Um bom exemplo são os auxílios de memória, como um alarme ou agenda. Ainda que a capacidade de se recordar dos compromissos seja falha, o alarme (uso regularmente) pode avisá-lo, impedindo que faltem aos compromissos marcados. Para isto é preciso haver um treino para ensiná-lo a utilizar o auxilio (especialmente porque o paciente amnésico não se lembra que tem que usar o auxilio) para que haja generalização para outras atividades fora do contesto clinico (tarefas do dia a dia).

Obviamente é necessário que usemos as estratégias de compensação de acordo com o problema/lesão-seqüela e a limitação de cada paciente. Outros exemplos de estratégias que podemos usar são: auxílios externos (agenda/pager/calendário/telefone celular/filmagens/ mudanças ambientais) além disto, existe as estratégias internas baseadas em habilidades residuais onde o paciente pode realizar associações entre informações a serem invocadas como nomes (associar no nome a alguma característica da pessoa), utilizar-se de pistas e elementos contextuais para se lembrar de fatos passados (memória episódica) e mesmo utilizar-se de representações visuais para guarda informações.

È importante obter o máximo de dados possível sobre a rotina do paciente, de preferência obter informações não só do próprio paciente, quando for o caso, como daqueles que convivem com ele, especialmente quando existem déficits de memória, iniciativa e de auto percepção. Usualmente o relato dos pacientes difere dos relatos dos cuidadores, ou seja, ouvir o relato dos cuidados sobre a rotina é uma maneira de ampliar a compreensão do paciente sobre sua condição, aliando esforços para sua autonomia.

Periodicamente devemos verificar o plano de metas inicialmente elaborado especificamente para cada paciente para acompanharmos a evolução e a eficácia da reabilitação quando se rediscute se os objetivos foram atingidos e por quê. Escalas e instrumentos padronizados são úteis, porém há uma peculiaridade do trabalho de reabilitação que é a individualização do plano de reabilitação ás necessidades de cada cliente. Para que haja uma reabilitação global e funcional é necessário, porém, que haja uma assistência multi/interdisciplinar, pois os acometimentos cerebrais podem acarretar déficits motores e pacientes com alterações cognitivas também necessitam do acompanhamento do fisioterapeuta, terapeutas ocupacionais e de fonoaudiólogos, psiquiatra, neurologista, neurocirurgiões.

Deve ser dada ênfase também á orientação aos familiares e/ou cuidadores do paciente para o sucesso da reabilitação. Outra função deste trabalho consiste em oferecer suporte emocional, já que a dinâmica familiar costuma se alterar em vista da ruptura na vida de um indivíduo sadio, com o papel social definido, que se torna dependente e necessita de cuidados antes desnecessários.

Especialmente as alterações de comportamento causam muito desgaste para a família, dependendo da localização e da gravidade da lesão. O paciente pode apresentar alterações como apatia, agressividade, impulsividade, inadequação social, depressão, ansiedade, etc.

Uma avaliação neuropsicológica funcional precede o programa de reabilitação neuropsicológica tendo com objetivos principais a adaptação psicosocial do paciente e o desenvolvimento de estratégias de compensação dos déficits cognitivos.

* Clínica de Psicologia Rosângela Tostes
CRP 06/81495
Avaliação Neuropsicológica
Terapia Cognitivo Comportamental
Reabilitação Cognitiva

 
 
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