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Depressão é uma doença de alto custo para a sociedade Imprimir E-mail
Qua, 15 de Setembro de 2010 14:31
A depressão é um dos transtornos psiquiátricos mais comuns na sociedade, constituindo um grande problema de saúde pública. É uma doença comum, altamente incapacitante no mundo (mais que hipertensão arterial ou diabetes), possui alta morbidade e mortalidade com conseqüências individuais e familiares e alto custo para a sociedade.

Alguns sintomas devem estar presentes por no mínimo duas semanas e causar prejuízo significativo na vida social e/ou ocupacional do indivíduo. A depressão pode ser classificada como leve, moderada ou severa. Se  caracteriza por um sentimento de tristeza profunda, associada com sintomas fisiológicos e cognitivos. Está empiricamente comprovado que eventos de vida negativos (morte de alguém querido, perda do trabalho, doenças, problemas afetivo/conjugal, estresse, baixa auto-estima, etc), podem desencadeá-la. Há também o fator genético que também apresenta grande importância para a evolução de um quadro depressivo.

Vários estudos realizados nos Estados Unidos atestam que  5 % da população pode ser diagnosticada como tendo depressão. Pelos menos 10 a 15% da população irá  experimentar um episódio de depressão durante a vida.  Kaplan e o manual de transtornos mentais  dizem que pelo menos 10% das pessoas com depressão terminam suas vidas com suicídio.

Na depressão ocorre uma alteração bioquímica no cérebro, causada por um déficit no metabolismo da serotonina que é o principal neurotransmissor responsável pelo equilíbrio do humor e da sensação de bem-estar no indivíduo. Vários também são os fatores psicossociais que podem contribuir para o desenvolvimento da depressão, como por exemplo a ocorrência de eventos negativos recentes (morte de um ente querido, perda do trabalho, doenças), problemas no relacionamento afetivo/conjugal, estresse e falta de auto-estima, Esse transtorno também pode estar associado com condições médicas gerais crônicas, ou seja,  20 a 25% dos indivíduos com certas condições médicas gerais (diabetes,  infarto do miocárdio, carcinomas, acidente vascular cerebral) desenvolvem o transtorno depressivo maior.

Os principais sintomas da depressão são: Humor deprimido: Um forte sentimento de tristeza,  falta de esperança em relação ao futuro, falta de ânimo. Perda de interesse: O indivíduo não apresenta desejo em realizar atividades antes consideradas agradáveis (p.ex.: prática de esportes, lazer -retraimento social,  diminuição  do interesse sexual. Alterações no apetite e/ou no peso: Embora na maior parte dos casos o apetite se apresente reduzido, alguns indivíduos têm avidez por alimentos específicos como doces ou carboidratos, podendo  ocorrer perda ou ganho significativo de peso.Distúrbios do sono: A maioria das pessoas apresentam insônia, com dificuldades na conciliação e/ou manutenção do sono. Há no entanto, aquelas que sofrem de hipersonia, uma necessidade excessiva de sono durante grande parte do dia. Retardo ou agitação psicomotora: Há pessoas que apresentam um retardo psicomotor, com lentificação da fala, pensamento e atividade corporal, em geral nota-se a diminuição significativa do volume da voz ou da variedade de assuntos, podendo chegar ao mutismo. Porém,  outros indivíduos podem apresentar agitação psicomotora, não conseguindo se manter  parados em um só lugar. Fadiga e perda energia: A pessoa se sente cansada mesmo sem ter feito esforço físico algum. Tarefas simples como tomar banho e vestir-se tornam-se exaustivas e podem levar o dobro do tempo normal para serem concluídas. Sentimento de inutilidade ou culpa: Há um forte rebaixamento da auto-estima, e de se sentir culpado por adversidade de forma exacerbada, mesmo não possuindo responsabilidade sobre tais situações. Dificuldades de concentração e na tomada de decisões: O indivíduo se distrai facilmente e se queixa de problemas de memória.Pensamentos de morte ou ideação suicida: A depressão pode trazer pensamentos relacionados à morte, chegando até a ideação suicida, devendo, portanto, ser cuidadosamente observada pela família e pelos profissionais que assistem o paciente, por representar risco real.

É importante que saibamos que a depressão acomete sim crianças e adolescentes. Mudanças abruptas no comportamento da criança ou do adolescente devem ser cuidadosamente observadas. Essas alterações incluem a dificuldade de adaptação social, altos níveis de irritabilidade, agressividade e oposição à autoridade. Já em idosos esses distúrbios afetivos com alterações do humor são as principais psicopatologias que os acometem. A prevalência é muito maior em indivíduos de idade avançada do que em qualquer outra faixa etária. As mudanças psicossociais decorrentes do avanço da idade, (como tornar-se dependente dos filhos ou o aparecimento de doenças), são a principal causa de depressão em idosos, principalmente nos homens.

O tratamento da depressão tem tido ótimos resultados com a Terapia Cognitivo Comportamental, com os medicamentos antidepressivos, ou pela combinação de ambos, o que aumenta sua efetividade. Pesquisas realizados no Centro de Terapia Cognitiva na Universidade da Pensilvânia compararam a eficácia da psicoterapia e a farmacologia com tratamentos a base de antidepressivos e as conclusões mostraram resultados substancialmente superiores aos conseguidos pelo grupo de pacientes tratados apenas com antidepressivos.

* Clínica de Psicologia Rosângela Tostes
CRP 06/81495
Terapia Cognitivo Comportamental, Reabilitação Cognitiva e Exames Neuropsicológicos
 
 
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